No Brasil, estima-se que 20% dos bares e restaurantes do país já fecharam. Cabeleireiros, floriculturas, livrarias e muitos outros comércios do coração também vão fechar suas portas. Vamos debater, além do impacto econômico, o impacto emocional de perder lugares que carregam partes da nossa história pessoal e da cidade.
De um lado, um policial pisa sobre o pescoço de uma mulher negra, em Parelheiros, bairro pobre de São Paulo. Do outro, na Barra Da Tijuca, um casal intimida um funcionário público da Vigilância Sanitária, que pedia para que eles usassem máscaras na aglomeração - "a gente paga você", disse a mulher. Em Alphaville, um morador grita "eu ganho 300 mil, você é um m** de um PM que ganha mil”. Também não são poucas as denúncias de maus tratos com empregadas domésticas, que são pagas mas não podem comer no serviço ou descansar na cadeira do patrão. O papo debate o imaginário patrão-funcionário no Brasil, os abusos de quem exerce uma função e autoridade e também abusos de quem te contrata para realizar um trabalho. O que é obrigação e o que é humilhação, em nome do “a gente paga você”?
"Não é correto você chegar lá na rua e dar marmita, porque a pessoa tem que se conscientizar que ela tem que sair da rua. Porque a rua hoje é um atrativo, a pessoa gosta de ficar na rua". A fala da primeira dama de São Paulo, Bia Dória, viralizou e horrorizou. Padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral Povo da Rua há mais de três décadas, esclarece um tanto da nossa desinformação e se as nossas vontades "benéficas" são de fato ajudas para esta população que “deixou de ser paisagem na pandemia”, com diz o padre Lancellotti.
Pouco após da nomeação do ministro da Educação, duas instituições onde Carlos Alberto Decotelli disse ter concluído seu doutorado e pós-doutorado questionaram as informações do seu currículo. As maquiagens de currículo viraram uma tendência neste governo, mas não são exclusividade dele. 75% dos currículos enviados às empresas em 2018 no Brasil continham informações falsas, segundo levantamento da DNA Outplacement com base em 6 mil documentos - 12% aumentam o grau de escolaridade e 10% adicionam cursos falsos ao documento, a prática mais comum é inflar o salário anterior ou atual (48%) seguida de mentir sobre domínio de inglês, com 41%. Nosso elenco debate aquela ajeitadinha na imagem que a gente faz, aquele photoshop de dados pra acrescentar, omitir ou maquiar o que nos favorece no trabalho, na roda de amigos, na propaganda amorosa e sexual.
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